O que ta rolando em fotografia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Década da Edição

Estamos entrando em uma nova década, desta vez não falarei de nenuma nova técnica mas sim falarei do que acho que será a previsão para esta nova década. Creio que com a nova onda tecnológica da facilidade de propagação de informação e da facilidade de captação estamos entrando em um novo paradigma: a poluição de conteúdo. Antes para conseguirmos publicar uma foto tínhamos de captar, revelar, ampliar e telefonar para o editor para talvez marcar uma hora e poder mostrar a foto, sem contar os custos de transporte e o tempo que gastamos, hoje com um clique do celular a foto vai automaticamente para a pagina do jornal, o mesmo acontece com vídeo, áudio e outras coisas. Estamos cada vez mais gordos com tanta informação, as coisas são abastecidas a nós e engolimos sem mastigar, falando das principais mídias, televisão e internet, pois cada vez mais temos menos conteúdo relevante e mais qualidade na captação e transmissão. Isso significa que temos a capacidade de fazer boa captação, mas estamos perdendo a criatividade e o bom senso de editar as coisas antes de publicar. Hoje se precisar optar entre pagar para ter um bom conteúdo ou ter todo o conteúdo do mundo de graça eu prefiro pagar e acho que este vai ser o rumo daqui por diante.

Outra coisa que acho que está chegando é a era onde você vai poder fazer reuniões virtuais com mais realismo, ou seja como está virando febre ter uma câmera fotográfica que filma em alta definição logo logo teremos vídeos conferências com um realismo surpreendente, pois a tecnologia de transmissão está aí, o equipamento também e cada vez mais as pessoas estão com medo de sair do seu cubículo, tudo conspira para que tenhamos video confe~rências, eventos e tudo mais em HD. Fora que você não precisa mais ficar se preocupando em lembrar nome das pessoas que você encontra por aí, com seu celular você pede para fotografar uma pessoa que você encontra, você nçao se lembra do nome da pessoa, mas pela foto o celular se comunica com alguma rede social e identifica o rosto da pessoa (por exemplo no flickr você pode identificar pessoas pelo rosto) este por sua vez entra em outra rede social (facebook por exemplo) e resgata outras informações, o que acontece é o seu celular descobre tudo sobre essa pessoa só pela foto do rosto, e instantaneamente você tem o que você queria. Tudo isso nesta década.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Hiato de fim de ano

Para os que me seguem no blogger, um bom Ano de 2010, e desculpas pela demora na atualização do blog, mas como estou sem muitos temas para comentar, estou procurando coisas interessantes para postar. Um bom fim de férias para quem teve férias e muitos cliques para 2010!.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tenho que tratar imagem, e agora?


Muitos fotógrafos iniciantes entram em pânico quando se trata em abrir uma foto no Photoshop e tratar quando o cliente pede, mas qual o problema?



Primeiramente você só vai ter uma boa foto quando ela está boa, aparece boa, e pode ser melhorada, para isso você precisa conhecer o que é uma boa foto, conhecer o padrão de mercado. Uma das melhores formas de aprender a distinguir uma boa foto é ver muitas fotos, de fotógrafo famoso, de obras de arte, de galerias, de catálogos de imagens, etc.



Quando você aprende a distinguir uma boa foto, automaticamente você, ao ver a sua foto vai saber o que ela precisa. Veja o enquadramento, e principalmente note que uma foto é feita de luz e cores, no caso das preto e branco só luz, uma vez que a luz está agradável, veja as cores, se o seu tema está chamando atenção ou se há alguma coisa que está chamando mais atenção devido à coloração. Por exemplo, se você fotografou uma linda mulher atravessando a rua na faixa de pedestres, mas na foto há um orelhão da telefônica em segundo plano certamente o orelhão vai roubar a cena, ele foi pintado exatamente para esse propósito, então se você não quiser que o orelhão roube a cena, você pode optar para cropar a foto deixando o orelhão fora ou até mascarar o orelhão e de saturar ou subexpor aquela área.



Depois de ajustar esses detalhes, certamente você vai querer ainda acertar a exposição geral da foto, olhando o gráfico de histograma aquele gráfico que parece uma cadeia de montanhas, a exposição está adequada quando a montanha começa e termina nos limites do gráfico, caso a montanha esteja cortada nos limites do gráfico estamos com uma perda de informação.



Outro ajuste que vem junto com a era digital é o Smart Sharpen ou o Unsharp Mask, ele valoriza o foco aumentando o contraste entre uma tonalidade ou cor e outra, ele não faz milagre, mas é essencial aplicar antes de enviar ao cliente, pois a arquitetura do sensor das câmeras digitais geram uma ´borradinha´ na imagem que na época do filme não existia, por isso você precisa concertar. (principalmente se você não está fazendo isso na máquina).



Para conveniência de vários clientes, você deverá fazer uma cópia da imagem em JPG na resolução de 300dpi e perfil de cor sRGB, pois no caso do cliente ser leigo, não terá problemas em visualizar a foto em nenhum sistema, mas para finalidades profissionais como impressão em gráfica ou revista, você deverá seguir as orientações do cliente, mas em geral será a imagem na resolução de 300 dpi, Adobe RGB como perfil ou ISO Coated CMYK, e em jpg com qualidade 10, assim você economiza tempo de envio pela internet e facilita a todos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Roubo de Equipamento: Cartao de Memória

Esta semana eu me deparei com um caso inédito para mim, fui chamado para fotografar um evento para uma amiga, como eu seria o único credenciado para o evento, que seria um aniversário de uma celebridade, topei fotografar de graça para ela, inclusive eu teria oportunidade de oferecer as fotos para alguns veículos de mídia, pois alguns editores de revistas da área de celebridades estariam lá. Seria uma ótima oportunidade de colocar o nome em evidência, conhecer gente bacana e bonita e de quebra fazer uns contatos interessantes. Levei meu equipamento coloquei aquele terno e gravata e fui, lá pelas tantas tive de trocar meu cartão de memória, como minha bolsa estava na sala de mídia, não me preocupei, troquei meu cartao e continuei a fotografar.


Depois mais tranquilamente de volta para o QG, fui descarregar as fotos no sistema e para meu espanto: o cartão de memória havia sumido, oras depois de todo o cuidado, evitei carregar o cartão no bolso do terno para evitar que ele se perdesse no meio à escuridão e movimentação no salão do evento e, no lugar que mais estaria seguro ele desaparece.


Acho que realmente em um evento você precisa carregar uma carteira de cartões de memória e mantê-lo sempre com você, pois nesse tipo de evento nunca se sabe que tipo de convidado entra pela porta.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ser tecnologico

A vida na metrópole é muito diferente de uma vida no interior, como venho notando depois que vim para Sampa, o que eu antes pensava ser bastante moderno como andar na rua com um cd player relógio e um celular hoje se tornou retro e muito fora de moda. Como ainda costumo andar indo e vindo do trabalho de calça do Bras, cd player, e celular com toque polifônico (e uma bussola para me localizar) acho que eu deixei de evoluir, hoje em dia é muito mais comum ver pessoas com mp3 players, celulares com LCD colorido que até pegam sinal dentro do metrô e lendo livros, o que eu sempre achei que nunca seria uma realidade brasileira, digo paulistana, tornou-se uma coisa tão cotidiana do paulista que nem percebe mais que esse estilo de vida, caro, é também um modelo seguido pelas grandes cidades de países desenvolvidos mundo afora mas não reflete o resto da nação e é, ainda, uma maquiagem da realidade brasileira, pois a pesar de pessoas estarem com apetrechos coloridos musicais ficamos em enormes e demoradas filas de bancos, fugimos de assaltantes e vivemos confinados limitando nossos filhos aos portões do condomínio.


Tudo isso reflete então no nosso modo de ver o mundo, como fotógrafos, temos a obrigação de notar essas pequenas diferenças culturais, e, infelizmente sofrer do mesmo mal que afeta o resto da população, porém o maior problema que eu conheço é o excesso de conhecimento, quanto mais nós estudamos mais aprendemos que tudo é proibido e nossa criatividade como fotógrafo vai diminuindo, será que estamos indo em direção ao confinamento intelectual ou será que cada vez mais a qualidade de vida vai se aproximar ao ilegal, esquisito e proibido?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

D70 foi para T tanaka

Voltou hoje a D70-tinha que foi para o T.Tanaka para trocar o obturador. Valor da brincadeira R$590,00 sendo R$ 219,00 o valor do obtura e R$350,00 da mão de obra, de quebra na hora que fui retirar constatei que o técnico havia se esquecido de remover uma borracha de proteção, pois bem, como eles sabiam que a culpa era deles, eles se prontificaram a reparar o erro e me entregar em casa a câmera.


Veio empacotada, bonitinha, cheirinho de nova, limpa e funcionando bem, agora so o tempo dira ate quando, mas espero que para sempre.(5+ anos). Apesar do valor alto de reparo, a velocidade de atendimento foi suportável, algo em torno de 30 dias, para mim que esperava 90 dias foi rápido, claro que não estou totalmente dependente dessa câmera, mas faz parte levar muito tempo para a liberacao de pecas nas alfândega.

Impressor, preimpressor


Impressor, preimpressor



O pessoal da agencia sempre reclama do pessoal da pré-impressão e atendimento da gráfica, bom não e por menos o pessoal não esta treinado para atender como o pessoal de Fortaleza sabe atender os turistas, mas não e só isso, o pessoal vive reclamando que o pessoal e muito burro. Bom ai eu tenho que contrariar em parte, o pessoal da agencia tem a dádiva de ser responsável pelo trabalho do cliente, isso é um fato, o outro problema é que o pessoal da pré impressão também tem um pouco de ego inflamado, em comparação com o impressor. Pessoal que trabalha no computador tende a ter um pouco de preconceito do pessoal que trabalha com as mãos sujas de tinta, pois na teoria o computador é uma maquina que requer muito mais inteligência que a maquina que bate tinta no papel, isso faz com que eles se achem os donos do mundo, por isso quando você da agencia liga para o cara da pré impressão e pergunta alguma questão técnica, ele, vai lhe enrolar com um papo técnico muito estranho, se o cara for bom de verdade você vai entender o que ele vai falar, se ele for ruim ele vai falar um monte de coisa sem sentido e no final não vai resolver o seu problema.



Isso não é uma generalização, alias é bem mais especifico que parece ser, não é totalmente culpa do pessoal da pré impressão ser assim, o mercado os transforma dessa maneira, pois o trabalho da pré impressão, ate da arte finalização ou da criação na agencia é lidar com mentiras, isso fica muito rotineira a ponto da pessoa se utilizar dela de vez em sempre para lidar com o cliente, uma vez que você tem que satisfazer o cliente da forma que puder.



Mentira quero dizer por que o pessoal que trabalha com computador vive em mentira, usa internet trabalha com meias informações, oras, mas o que tem de mentira em uma arte gráfica, ou num folder? Eu digo, o próprio folder é uma mentira gravada virtualmente entre zeros e uns, ele não existe, você vê aquela coisa maravilhosa na tela do computador, mas é uma mentira que o computador conta para você, pois o que você esta vendo não existe, é virtual, é mentira. Trabalhar com mentiras torna as pessoas mentirosas, pois forçam as pessoas a crer que ela existe, aí vem o problema, como é uma mentira que não existe, agencias e pré impressão batem boca sobre uma mentira, quando a pré impressão não consegue fazer algo ou demora para fazer vem a mentira de que esta tudo certo e esta sendo feito, quando a maquina da algum problema e a culpa e da gráfica, vem a mentira de que o arquivo do cliente esta com problema e vai demorar para consertar, quando a agencia comete um erro vai a mentira de que a impressão que interpretou o arquivo errado, no final das contas quem trabalha com a verdade é o impressor, aquele indivíduo geralmente de menor instrução, mãos cheias de tinta que trabalham com a única verdade o papel impresso, a materialização da mentira.



Como já trabalhei tanto na agencia como na pré impressão sei dizer o seguinte: se você não sabe, não invente, passe para alguém que saiba ou diga que você não sabe. Ser sincero e verdadeiro as vezes pode salvar vidas e noites mal dormidas.